Sunday, April 29, 2012
Tempoagoratempo
Sunday, April 22, 2012
Estudo de assemia n. 2
BONZO: Nós.
BONZO: ...
BONZO: ...
UMA CRIANÇA: Traduzo de modo tentativo - como diriam os ingleses: “[u]ma palavra deixa de ser uma palavra apenas quando nosso interesse se atém a seus contornos sensoriais; quando ela se torna um mero padrão sonoro”.
Sunday, April 15, 2012
Estudo de assemia n.1
Robson Crusoé
Bikini
Joyce
Isla
Metáfora Paterna
Celan
Welt
Lebenswelt
... a soleira da porta
Sunday, April 08, 2012
Sem saída
Um passo à frente e estou à tua porta.
Não bato, não entro. Não me desloco.
Prefiro esperar-te na envolta.
No tênue limite, eu te provoco...
Wednesday, March 28, 2012
R = -
AMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTE
AMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTE
AMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTE
AMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTE
AMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTEAMORTE
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Wednesday, March 21, 2012
Monday, December 07, 2009
Thursday, November 05, 2009
Chuva
Há uma rima perdida que eu sismo em não encontrar.
Foi entre o eu e o você.
Há um rio sem verbo que eu não cansei de embrulhar.
Foi entre o só e o não.
Não saberia dizer se rir é chorar. Mas o choro sempre precede o riso.
Sunday, August 02, 2009
Fita
A poesia desnovelada
A palavra sem correspondência
A frase e seu estertor bolhoso
O amor engraçado
A sentença inaudita
A oração desfeita
A composição em umbror
O amor engraçado
Verbo Transmitivo
Núcleo-muro
Código-fronte
Pronome Colativo
Escama-Vírgula
Letra de Intercâmbio
O amor engraçado
Sunday, May 31, 2009
Xililápso
Vivia através das palavras que conhecia.
Gostava de pensar que eu-era-nelas,
E que elas eram seguras em-mim-assim.
Aí alguém se escondeu, Naíma morreu, o Cruzeiro perdeu, o Outono desvaneceu.
Não ficou tristeza, não restou frustração, não houve angústia.
Apenas uma vontade aguda de conhecer as palavras novas.
Wednesday, January 28, 2009
Tema para a roda do tempo dos pobres
| …enquanto for preciso… | …não saio do lugar… | …desculpo-me convosco… |
| …pois, nós sobreviremos… | …pelo jeito mal feito… | |
| …não dessa vez… | …mas não saio… | …com que resolvi contar… |
Tuesday, January 27, 2009
Nota sobre a necessidade
| Em aberto encontro | ||
| um todo poder | ||
| e um tudo aprender | ||
| Mas quem há de | ||
| ensinar? | ||
| Esse que ensina, | ||
| onde aprendeu? | ||
| E esse que o | ||
| ensinou, | ||
| fez apenas viver? |
O samba nasceu lá na Bahia.
Mas há controvérsias.
Sunday, January 25, 2009
Sunday, January 18, 2009
Ode à velhice
Em verso, uma vida de momentos.
Desesperos julgados, anseios marcados, rios vazados.
Visto-me em eu de sofrimentos.
O velho recém feito alado,
com seus olhos lentos, com seus anos centos, seus dias extensos,
Desfez-se de meus punhos atados.
Eu a espero pacientemente.
Monday, November 24, 2008
poema envergonhado
Às vezes dá vontade de ser diferente. E aí dá vontade de fugir.
Mas fugir não é fazer a mesma coisa?
Dói, dói, dói, dor de cabeça amada.
Dói e me faz vivo.
Viver é ter muita dor de cabeça.
Sunday, July 13, 2008
Canção da Saudade
canto, canto para não precisar cantar.
canto para em ti te encontrar.
canto porque só assim a saudade faz sentido".
Eduardo, el Conejo
Monday, July 07, 2008
Saturday, June 07, 2008
Poeminha Camarada
Poeminha amigo de tantas horas,
Invoco-te, aqui, novamente.
És meu tradutor de galhofas,
Fiel camarada inocente.
Se quando te chamo demoras,
Sei que a causa é a semente:
Mamãe de tantas apostas
Para minha esperança nascente.
Os versos de tantos emboras,
Porquês de um eu-calado ausente,
São as inefáveis faces vistosas,
De nossa amizade patente.
Onde se esconde a poesia, Fernanda?
Saturday, May 17, 2008
Tuesday, January 15, 2008
Ah, a beleza do mundo
O passo em falso e o abismo,
Que seja, o absurdo.
Mas, ainda prefiro a beleza do mundo.
O doce salgado do mar e o azul profundo.
(Sim, aquele computador do xadrez).
Qual nada, ainda nos resta a beleza do mundo.
Absorto e impávido colosso de costas ao chão.
Será feita a tua vontade, não te desespera beleza
Do mundo. E o mundo o que te fez? Diga beleza!
Ou junte estas coisas imundas e parta daqui; vá s'embora
Do mundo. Que te acolhe, acaricia, brinca, chora e
ri, desgasta, some, perfuma, pinta, lava, passa, come e abraça
O mundo. Sim, a beleza é banal. Banal qual esfera ôca e a ilha,
sozinha, intrépida, valente. Mas banal sim, banal como tudo, pois banal
É o mundo.