Saturday, July 28, 2007

Brincadeiras e Traquinices no Reino Mágico da Fantasia Encantada

Um dia de morte todo dia.
E o dia invisível é um regalo.
Um dia de abissofobia.
E o dia invisível do estalo.
De onde tiras tamanha euforia?
Compete-me navegar triste páralo?
Desperto em tua caligrafia,
encontro descanso ao fim do ralo.
Prensa de Deus é enorme abadia.
Crianças choram de encontro ao malo.
Mas não me pergunte se mia
ou se rosna o canhestro cavalo.
Rir.

Friday, July 06, 2007

Passeio

Eis que o andar redime. O tenro ocaso que ora reflete o sangue das ruas é a mais aconchegante companhia nestes dias cinzentos: os dias sem-fim. A humidade imunda e a fuligem cerrada também são grandes companheiras. Caminhamos todos, lado a lado, numa perfeita simetria democrática em que cada um é obrigado a respeitar os demais; todos sabemos os limites de nossas liberdades. As gotículas enturvecidas pela poluição dos carros não se atrevem, por exemplo, a tomar o lugar da fuligem que entra por minhas narinas e atinge meu pulmão asmático. Quase uma república.

Entretanto, devo me manter firme. O andar redime, como já dizia. Entro cada vez mais em contato com a cidade e a cidade, como ser instintivo que é, começa a impregnar minha pele. Eu gosto muito disso tudo. "Mais uma dose de adrenalina, por favor - assim eu consigo me sentir um pouco mais morto". Maravilhoso! sinta o cheiro acre que emana destes boeiros. Sinta a inefabilidade dos caminhões e ambulâncias que percorrem cada ruela; sinta o Estado entrando nos guetos com o giroflex ligado e pronto para matar e matar; sinta o quão sirênicas são as luzes dos postes; sinta a inexistência tangível das estrelas. "Starless".

Não te desespera, amigo. O andar ainda redime.





"A natureza que se constitui na história humana - no ato de criação da sociedade humana - é a natureza real do homem; por isso a natureza, tal como se constitui através da indústria - ainda que sob uma forma alienada -, é a verdadeira natureza antropológica." Karl Marx, Der historiche Materialismus: Die Frühschriften.

Saturday, June 02, 2007

Dois velhos Comendo













Dois velhos comendo. Óleo sobre muro passado à tela de Goya. Imagem soturna e lôbrega, pintada pelo espanhol, que sugere dois seres humanos decrépitos, cavados e esburacados pela ação do tempo. Sugere.


Esta obra, que é classificada como pertencente à série "pinturas negras", trás um desconforto logo à primeira vista. A quantidade de cores escuras e os traços pouco regulares nos retiram o foco e nos retiram a esperança. "Tempo sobre homem".


O interessante é que a figura nos sugere um novo olhar. Um segundo olhar. E é assim que somos obrigados a nos afastar. Dois passos para trás são necessários . Pois bem, diferentemente da ratio iluminista que nos força a chegar cada vez mais perto e, cada vez mais, iluminar os objetos de nossa razão, Goya nos faz recuar; é no recuo que somos capazes de finalmente focalizar a imagem. Somos impelidos a apreciar a escuridão, o sombrio, o sinistro. Somos obrigados a ver o entorno que nossa razão cisma em escurecer. É neste ponto exato que não conseguimos mais desviar o olhar pura e simplesmente: enxergamos o além que estava enturvecido pela luz. O velho de olhos macabros; o velho cadavérico; a morte. A velhice não é a velhice morta sem a pobreza. Era isso.


Era a pobreza que estava escondida. Era a pobreza que não poderia ser olhada de perto. Goya nos mostra o que temos feito, o quão responsáveis somos pela escuridão do quadro. O ensombrado desperto insinua o dever de sairmos de nós mesmos e voltarmos. Precisamos necessariamente refletir sobre a causa da desgraça daqueles dois homens que, com os passos para trás, já não mais o são. Se o mal pode ser representado, a representação definitiva da pobreza é essa: obscura, de difícil focalização; solitária mesmo quando acompanhada; velha, ultrapassada, decadente; desamparada. Enfim, é o olhar.



O ver quando é forçado repugna, amedronta. Novamente a visão parece ficar turva e os olhos teimosamente se fecham ao ir embora. Chega de Goya. Chega de pobreza.

Sunday, March 25, 2007

désormais, désormais

Désormais, j'ajouterai la poésie.
Poésie complémentaire.

Doravante, em cada esquina que eu veja,
em cada esquina que se sinta,
em cada encruzilhada.

O complemento da vida em palavras,
as palavras retratadas, desvairadas.
O ar seco, doidivanas!

Ma puissance, mes mots.

Tuesday, March 20, 2007

Augere


  • Importante na vida é a gente se fazer lembrar.
  • É a gente lembrar que é possível ser lembrado.
  • Pois lembre-se que, outrossim, a lembrança é o avesso do esquecimento.
  • Esquecer o esquecimento é se lembrar?
  • Lembrar de quando a gente se lembrava é assumir que já havíamos esquecido.

Lembra de mim?

Monday, February 26, 2007

Canção da Partida

" Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu-bem-querer.
Se Deus quiser, quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer.
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer".

Sublime.


Hegel não havia escutado Dorival Caymmi quando disse que "o fim da arte é superar a arte".

Wednesday, January 24, 2007

A catarse no brejo ou Sapo e tristeza na Beira do Rio

Olha lá o sapo brejeiro!
Corre sapo tunante, corre e entra no rio.
Tua necedade se abre enquanto diabo-sorrio.

Olha lá que sapo matreiro!
Umas mil tunas de sapos com frio.
Mexe e te escondes: vai sapo vadio!

Olha lá que sapo dengueiro...
Em vão dissimulas teu vistoso brio.
Sapo brejeiro, sapo em vadio compadrio.


A Floresta pega fogo e o sapo, aquele mesmo sapo estulto e vadio, lança-se em louca perdição. A margem do rio não esconde o afã das chamas. A casa do sapo, a beira do rio, agora é um triste lamento. O sapo que passava frio agora queima na fúria do homem e na fúria do fogo. Triste destino.

Ó desditoso companheiro, compadeço-me em teu penar. O fogo que te queima expurga as paixões que me assolam.

Eu te reconheço.

Sunday, January 14, 2007

Inflexão morosófica.

Em meio à cordialidade que me é inerente, gostaria de fazer mais alguns apontamentos sobre tudo o que remete à loucura e ao pensamento morosófico saturnino. Cordialidade e loucura, talvez, devessem ser interpretadas e interpeladas de uma mesma maneira: na minha opinião cordialidade pode ser explicada como o aspecto mais sublime daquilo que se entende por loucura. A cordialidade é a loucura em estado bruto, é aquilo que nos impede de ser racional na vida em sociedade, é aquilo que nos impede uma construção mais sólida de uma democracia, é aquilo que nos impede a fixação de um liame moderno. Só mesmo um louco pode não saber exatamente a diferença entre o que é público e o que é privado, você há de concordar.

Certo, não restam mais dúvidas. Mas o que pode fazer, então, uma nação de loucos? Uma nação formada por seres humanos que amam demais, por seres humanos muitas vezes mais interessados na beleza dos sentimentos do que na leveza do capital ou na dureza de uma república sólida e rígida, cheia de modernices, cheia de certezas. Aquela xícara de açucar você não deve ter recusado, certo?

Ultimamente eu tenho tido medo destas certezas todas, destas todas certezas. Tolices criadas por alguns franceses, uns ingleses e uns alemães (quiçá uns norte-americanos) e incorporadas por nós em solos férteis regados ao melhor sal europeu. (E aqueles que nutrem certeza na ciência? Estes chegam a me divertir muito, mais talvez do que aqueles racionalistas divertiam Erasmo. Os mais certos na ciência geralmente são aqueles que menos a conhecem, tamanha a ironia e a lógica desta relação). A loucura cordial é uma das formas de libertação destas lógicas certas, destas lógicas, da lógica.Ultimamente eu tenho tido medo destas certezas todas.

Afinal de contas, como já diria o nosso querido Érico Veríssimo, na voz de Francisco Vacariano: "eu ainda duvido que ela (Antares) seja maior que o sol". Viva a cordialidade! Viva a loucura, pelo amor de Deus.

Sunday, January 07, 2007

Reflexão morosófica n. 1

Aí está tudo o que queria dizer.
Relações de causa e efeito vão se propagando e
sem mais nem menos surge a síntese de tudo o que
gostarias de dizer. Dizer-me.

É a morosofia que comanda nossas almas
a partir do presente momento. Nada de poesia.
Muito menos filosofia. Poiesis, ou seja lá como se escreva isso,
é só um sonho distante pensado por um velho barbudo.

Estamos todos de volta. Agora é a deusa que vem nos guiar.
Ela está ali na sala a me olhar...
Racional uma ova! Aqui não se verá nada de novo, nem nada de diferente:
há somente aquela velha constatação.

êita loucura. êita insensatez. Que bom que voltastes!

Saturday, July 29, 2006

Poemar


Hoje o céu está escuro e cinza, resolvi poemar.
Se só vejo montanhas, paredes e árvores tortas,
Corro a pena no papel escrevendo sobre o mar.

Salto para o lado e canto o axé de Coisa-mais-linda.
Andorinhas viram anjos
E as ruas alumiam.

Param céu e terra frente à água modelo.
Justa perdição,
Justo desterro.

O que pode querer mais o poemeiro?
São todas as mágoas desfeitas no sopro,
Nos olhos, e no cheiro (de ensismeiro).


Obs: poema é coisa mais triste que se tem notícia. Lava a alma, mas lava sozinha; lava sem duas vozes, lava.

Sunday, June 25, 2006

Compra e Venda (nova)

Olá.
Como vai?
Eu vou indo, e quero pão. Quanto me custa?

(Quem não há de se lembrar da bela canção?).

O pão é 5. Cinco centavos.
Ótimo. Veja-me seis. 6 pães.
Aqui está, muito obrigado. É só passar no caixa.

Olá, bom dia senhor.
Bom dia.
São 30 centavos. 0,05 X 6 = 0,30.
É verdade. Adeus.
Senhor! Não vais pagar? São 30 centavos.
Não, não vou pagar.
Como não vais pagar? Custam 30 centavos, ora, pois.

Não vou pagar. Fiquei louco. Fiquei louco, não vou pagar. Eu fiquei louco, por isso não pago.
É possível parar de rir agora.
obs: texto inspirado numa aula do prof. Márcio Túlio. Ele sim é louco.

Monday, May 01, 2006

O padre

Era uma vez um padre ... que enxergava o mundo
Que falou ... e foi reconhecido
E então ... virou bispo.

Mas recusou essa oferta
Por temer se afastar do caminho:
Encargos burocráticos são estrada sem fim;
Afastam-se de seu propósito e desvirtuam sua base.

A base que, para ele, é Pai, Filho e Espírito Santo
Que, para outro, é Alá
Que, para mim, é uma idéia.
Mas que, para todos, é o mesmo.

Era uma vez um padre ...que me mostrou uma riqueza esquecida
Um padre que admite os erros e busca superá-los
Que é sábio e tem o dom da palavra
Que transmite a paz em uma oração.

Esse padre é budista,
E faz vudus com um pai-de-santo.
Ou melhor, esse padre foi quem vi em sonho
Celebrando a união eterna de João palestino e Maria judia.


Texto cedido pelo amigo Eduardo.

Saturday, February 18, 2006

Enquanto isso...

Enquanto isso, o amor espera lá fora
impaciente na sala de espera.
E o salão principal ainda guarda,
em meio à penumbra que o domina,
um restinho de luz do antigo amor.

Esse amor na reserva teima em despertar a poesia moribunda
que ronca no peito do poeta inexistente.
E o antigo amor cutuca o amor sem face, zomba dele, insulta-o
mas pede sua presença...

Enquanto isso, convém uma distração...
Bem que eu lutei,
joguei o jogo dos ratos,
pus o coração de lado,
por instantes, senti o gosto ilusório do triunfo...
mas esse é um jogo de cartas marcadas,
de antemão, já se sabe o perdedor,
o que tem um coração pra dar, nada além de um coração...

Não se engane não, a prata em seu dedo ainda reluz dolorosamente nesse palpitar caduco.

Até quando vai durar?

Escrito por Lauret Casturro

Thursday, December 29, 2005

Erosão - parte I

A água cai
e fere a terra
nua
sem nenhuma cerimônia

Escorre, escorre
caminha pelas Ravinas
de
solos ainda virgens

Leva embora
tudo que encontra à
frente,
até empoçar.

Eis que de repente
a terra suja, imunda e inerte
explode...
Erosão, erosão!

Caem os muros
que eu construi pra me isolar,
ilhota
recém re-descoberta.

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obs: este poema tem uma segunda parte que eu preferi não publicar
obs": Talvez não faça nenhum sentido sem a segunda parte.

Thursday, December 08, 2005

Parcas impressões iniciais.

São muitas as impressões. É o cheiro que me enoja, é o ar que anda carregado de eletricidade, é a mais bela vista da cidade, é o escutar belas palavras. Ninguém mais pode repetir aquilo que já foi repetido, pois não existem conceitos. Quero sair do lugar, quero movimentar, quero alterar, quero potencializar. Mas minhas mãos são muito pequenas e, talvez, meu coração também - continuarei a saga dos que tiveram verdades. Quem se atreve a andar por entre estas ladeiras, por estes becos, por estas vielas? Quem será que está a dizer aquilo que deve ser feito? Por onde andas agora que tudo deu errado? Fostes te esconder por detrás do morro para que bem de perto pudesse contemplar a derrota do outro, a derrota do álter, a derrota daqueles que perderam a face.
Andei tratando de identidades, mas de que servem sentenças sem o sentenciador? É preciso se apoiar em ombros de gigantes para coser estas redes? Vamos reinventar, vamos aprimorar, vamos adequar aquilo que pensamos àquilo que fazemos. Tratemos assim: avant-gard!
Não gostaria de dizer isto mas, como sempre, acabei cuspindo.
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obs: isto não deveria estar aqui e contém erros. Arranjarei mais tarde.
obs': Brota em mim uma certa felicidade.

Thursday, November 24, 2005

In the Wake of Poseidon¹

Sob a guarda de Poseidon
sob a mais bela alcunha
Triste velejador dos mares
triste prisioneiro das sereias
Guarda-mor da torre da cidade
guarda o coração da rainha
Tempo restante em mármore
Tempo bem vivido
Caminho d'Anta feito de leite
Caminho errado novamente
Rei dos mares e a rainha da meia-noite
Rei dos mares meu padrinho, meu mentor
zarro por amores está o céu
zarro de amores está o trovador
Urge a vontade de te ver
Ruge um torpe coração de marfim
Lua na água refletida
Lua na escala dos mundos
Lua na palma das mãos de eros
Lua na mais bela dentre as loas
Lua na-scendo
obs: não revisei este poema, pretendo fazê-lo mais tarde.
obs': Talvez eu ainda precise ajustar algumas palavras.
obs": Este texto foi escrito, inicialmente, na intenção de ser entregue À Dona do Sapato - o blog da luana. No entanto, acabei publicando-o aqui mesmo porque achei que este poema tem as cores do jardim.
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1- Este é o nome de uma canção da banda King Crimson. Apesar de ter me apropriado do título, desconheço inteiramente o que diz a letra, pois se encontra escrita num inglês muito erudito e performático. Portanto, não quis aqui fazer qualquer reprodução, apenas uma singela referência ao maior conjunto musical de todos os tempos e uma de suas mais belas composições.

Wednesday, November 02, 2005

Francisco De Assis ( ou a ira de Deus que transforma água em inferno)

Sobe o rio
Sobe sem medo
Sobe o Brasil inteiro
antes de des-aguar

Sobe o rio
Sobe o enterro
Sobe todo o dinheiro
antes de desviar

Sobe a bomba hidráulica de Deus e descarrega vida.
Desce o homem e transforma a vida em morte. ( Mas o Senhor não deixa, pois o Chico é seu preferido.)

Desce o trio
Desce o novelo
Desce o braseiro (do inferno)
antes de avisar

Desce o trio
Desce o vento seco
Desce um Exu faceiro
antes de avalisar

Pai, perdoa esses homens. Eles jamais saberão o que fazem. Vossa água não transformará o homem-carvão em homem são. Protegei-nos de vossa ira!

Friday, October 28, 2005

Adeus a ela

Adormeceu imune ao meu amor,
impermeável às lagrimas que caiam
sobre sua face
surda ao meu grito silencioso
de desespero
e assim, embriagada de liberdade,
deixou-me partir pra algum lugar
longe do seu coração...

E hoje ponho-me calado,
mostro-me curado
para que ela se desvencilhe
da minha agonia
para que possa visitar outros lábios,
incendiar outros corpos,
estraçalhar outros corações
Que covarde egoísmo seria privar o mundo
da poesia que carrega distraída e sem saber,
do poder inebriante de seu sorriso,
da comoção eterna de seu pranto,
do brilho imenso de seus olhinhos pequenos,
da vertigem de mergulhar em seu mundo e nunca mais voltar...

Este texto foi escrito por Lauret Casturro

obs: triste viajante que perde sua amada em meio à viagem. Triste fado de carregar o amor junto com os trapos, com os anéis, e com o rubi. Quem sabe o que é ter e perder alguém? Ele sabe, e como sabe. Agora compreende o quão difícil é o amor.

Thursday, October 27, 2005

observações concernentes ao texto abaixo:

obs: este texto foi escrito por ela. Aquela menininha caladinha que senta lá no fundo da sala. Pianíssima. Sufixo prestes a se vincular a um radical latino para imprimir noção de grandeza. Ao adjetivo e aos sentimentos. Sentimentos meus, de fato. Seus, quem sabe. Dela talvez.
Pianíssima. O som é pouco e piano, porque música boa deve ser escutada bem baixinho. Grato.

obs':Estou honrado e feliz com o que o jardim se transformou!

Jardim

eis aqui um jardim.
jardim belo e secreto.
guarda com cuidado a mais linda de todas as flores:
menina-morena-flor.
menina-flor.
sob os cuidados do jardineiro invisível, tudo se transforma.
há beleza em tudo.
ninguém vê, ninguém sabe. apenas eles. é transparente e evidente,
o amor.
o vento faz o invisível dançar com a menina-flor.
eles flutuam no ar, sem perceber
embalados pela melodia de uma música sem fim, enfim.
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